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Autor do ‘Dicionário de Direito de Família e Sucessões’, Rodrigo da Cunha Pereira receberá Prêmio Jabuti

claudiovalentin

Fonte: IBDFAM

O Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) também estará representado na entrega do Prêmio Jabuti, que ocorrerá nesta quinta-feira (24), em São Paulo. Em sua 58ª edição, a premiação, considerada a principal e mais tradicional do livro brasileiro, concedeu o 2º lugar na categoria ‘Direito’ a Rodrigo da Cunha Pereira – presidente do IBDFAM – pela autoria do Dicionário de Direito de Família e Sucessões – Ilustrado. A obra – inspirada nas famílias contemporâneas – traz, em seus mais de dois mil verbetes, significados e significantes de cada nova configuração familiar. Suas definições, porém, transcenderam o Direito e trouxeram, para si, influências psicanalíticas, musicais, literárias e poéticas, como de Vinícius de Moraes e Guimarães Rosa, por exemplo. E para tornar o Dicionário ainda mais didático, Rodrigo selecionou, minuciosamente, imagens de renomados artistas plásticos, a fim de ilustrar cada um dos conceitos.

“Por meio desta obra, quis preencher uma lacuna no Direito de Família e Sucessões. Não havia nada parecido, apenas dicionários gerais, e os de Direito de Família eram muito antigos. Eu sempre gostei muito de dicionários e quis colocar o Direito de Família e de Sucessões em ‘estado de Dicionário’. São mais de dois mil verbetes que traduzem todo o conteúdo da área, em uma linguagem simples e clara. Até mesmo um leigo poderá utilizá-lo”, conta Rodrigo da Cunha Pereira. Ele explica que “dicionarizou” vários termos, como Família Binuclear, Mosaico, Anaparental, Ectogenética, dentre tantos outros. “A ideia é registrar ali não apenas as palavras já conhecidas e traduzidas pela doutrina, mas também trazer os novos vocábulos que o Direito necessita. Afinal, as expressões também envelhecem, mudam de significado e, inevitavelmente, surgem outras”.

O advogado relembra que, desde sua tese de dissertação de mestrado e doutorado, tem trabalhado com a interdisciplinaridade. Sendo assim, além dos vários verbetes ligados à psicanálise, como ‘Desejo’, ‘Inconsciente’, ‘Gozo’, ‘Libido’, ‘Sexualidade’ e ‘Pulsão’, que, de acordo com Rodrigo, são conceitos fundamentais para se entender o Direito das Famílias e que fazem movimentar toda a máquina judiciária, havia a necessidade de se romper as barreiras entre Arte e Direito. “Convidei artistas plásticos para ilustrar vários verbetes, além de buscar na literatura, na música e na poesia complementos para o conceito jurídico. Arte, Direito e Psicanálise falam de uma mesma humanidade. Por isso, decidi reuni-los. A Arte, além de contribuir para a compreensão de algumas concepções, ajuda a tirar um pouco da dureza do conceito jurídico”, declara.

Um dos principais especialistas em Direito das Famílias do País, Rodrigo da Cunha Pereira, que já escreveu mais de três dezenas de livros, não esconde a expectativa pela solenidade desta quinta-feira. “Fiquei muito honrado com este prêmio, que é o melhor do Brasil na literatura e, no caso, na categoria ‘Direito’. Ele tem, principalmente, um significado simbólico, que é o aceite e o reconhecimento de uma obra tão ousada e inédita. Pela primeira vez um autor reuniu Direito, Arte e Psicanálise. Ofereço esta premiação a todos aqueles que acreditam e lutam por um Direito de Família e Sucessões mais humano e humanizador, e às 50 mil crianças institucionalizadas, que deveriam ter uma família e não a tem por culpa do aparelho burocrático e dificultador da adoção no Brasil”, conclui.