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IBDFAM recebe homenagem por luta a favor dos direitos LGBTI+

Ascom

Hoje, 28 de junho, é o Dia do Orgulho LGBTI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex). A data é celebrada mundialmente pelo episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969, onde gays, lésbicas e trans reagiram a uma série de batidas policiais que eram realizadas com frequência. O episódio ficou conhecido como Levante de Stonewall. O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBTI resultou na organização da 1° parada do orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil.

O Plenário da Câmara Federal promoveu, na última segunda-feira, 24, sessão solene em homenagem ao cinquentenário do Levante de Stonewall onde homenageou pessoas públicas, ativistas, órgãos e entidades que se dedicam à causa e contribuem com a cidadania da população LGBTI+ no Brasil, dentre elas o Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM.

Para representar o IBDFAM, estiveram presentes a advogada e desembargadora aposentada, Maria Berenice Dias, vice-presidente nacional do IBDFAM – que também recebeu uma homenagem por todos os anos em que batalhou por mais garantias de direitos à comunidade LGBTI+  -e a advogada Renata Cysne, presidente do IBDFAM-DF.

Também marcaram presença os deputados autores do requerimento para a sessão, Erika Kokay (PT-DF), Paulo Pimenta (PT-RS) e Ivan Valente (PSOL-SP); o diretor-executivo da Organização Brasileira LGBTI, Toni Reis; a ex-deputada Iara Bernardi; a Procuradora dos Direitos dos Cidadãos do Ministério Público Federal, Deborah Duprat; a Embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância, a cantora Daniela Mercury; entre outros membros de entidades e parlamentares.

Em seu discurso no Plenário da Câmara, Maria Berenice Dias destacou a importância do evento, a satisfação de representar o IBDFAM e também de estar ela mesma entre os homenageados.

Maria Berenice Dias, que também é presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero do IBDFAM, ressaltou o mérito dos movimentos sociais e pessoas da comunidade LGBTI+ estarem no local, sendo recebidos de portas abertas, com propostas que visam melhorias para as causas.

Apesar da perseguição, discriminação e as violências contra pessoas por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero ainda ser grande no Brasil, o advogado Rodrigo da Cunha Pereira, especialista em Direito de Família e Sucessões e presidente do IBDFAM, descata a importância da aprovação no Senado do projeto de Lei que criminaliza a LGBTfobia. A criminalização da LGBTfobia avança no Supremo Tribunal Federal (STF) com julgamento previsto para ser retomado no dia 5 de julho.

Confira a sustentação oral do advogado Rodrigo da Cunha Pereira  no STF pela criminalização da homofobia: