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Presidente do IBDFAM discute a influência da arte e psicanálise no Direito de Família em palestra no Congresso Brasileiro de Direito de Família

claudiovalentin

Fonte: Assessoria de Comunicação IBDFAM

A influência da arte e da psicanálise no Direito de Família será discutida em palestra do advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). A conferência, intitulada “Como a arte e a psicanálise podem contribuir para o Direito de Família?” integra a programação do X Congresso Brasileiro de Direito de Família e será apresentada no dia 22 de outubro, a partir das 14h, no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte. Veja a programação do Congresso.

De acordo com o advogado, o Direito sempre buscou ajuda em outros campos do conhecimento, como Economia, História, Antropologia e Sociologia, entre outros. Ele explica que a Psicanálise já está, de muitas formas, incorporada no discurso jurídico, com a compreensão na subjetividade e objetividade dos atos e fatos jurídicos. “Aliás, foi isto que proporcionou e possibilitou que o afeto se tornasse um valor jurídico, e a partir daí toda a revolução que estamos vivendo no Direito de Família e Sucessões. E, para avançar, chegou a hora de rompermos as barreiras entre Arte e Direito, que falam de uma mesma humanidade. Além disso, Arte e Direito são também interpretações. A arte – e inclui-se aí a poesia, literatura, música, cinema, artes plásticas etc. – podem nos ajudar a entender melhor as tramas do desejo que tecem o Direito de Família. No meu ‘Dicionário de Direito de Família e Sucessões – Ilustrado’, busquei na arte recursos para ajudar a suavizar, entender e completar conceitos jurídicos. Por exemplo, a música dos Titãs nos ajuda a entender melhor o conceito jurídico ‘Alimentos’: A gente não quer só comida / A gente quer comida / Diversão e arte...”, comenta.

Rodrigo da Cunha afirma que seu interesse pela Psicanálise é antigo, mas pela Arte como contribuição ao Direito veio amadurecendo ao longo da última década. “A arte chega antes, ela sabe e diz coisas que às vezes só vamos entender muito tempo depois. A literatura e a poesia podem expressar uma realidade muito melhor do que o Direito. Por exemplo, quando ainda discutíamos se havia um culpado pelo fim do casamento, a poesia do curitibano Paulo Leminski já tinha tratado desse assunto de uma forma muito mais elevada e simples: “Amor então também acaba? / Não que eu saiba / O que eu sei é que se transforma / numa matéria prima / Que a vida se encarrega de transformar em raiva / ou em rima”, argumenta.

Conforme o advogado, a Arte pode nos ajudar a ver o Direito por outras perspectivas e ajuda a entender melhor alguns conceitos jurídicos. “Por exemplo, a imagem ao lado, que é a ilustração do verbete bullying para o meu Dicionário, nos ajuda a entender melhor e a sensibilizar o olhar e a interpretação para este novo conceito jurídico”, disse.

Por fim, o advogado esclarece que pretende sensibilizar a população para esta nova perspectiva, pela qual se pode ver e interpretar o Direito de Família e Sucessões. “Neste X Congresso, estamos convidando as pessoas interessadas e sensibilizadas por este encontro, para criarmos no IBDFAM a Comissão ‘Arte e Direito’. A partir daí, vamos pensar melhor como desenvolver e aproximar estes dois campos”, completa.

A imagem, de Grace Camargos, ilustra o verbete “Bullying” no Dicionário de Direito de Família e Sucessões – Ilustrado.3DhrXokw74muamCTqUUYI-tmlrMlPEUE4yiPq8gVQS4,CA5ISzoiGATg3S4bPZ4vs2anlfbIvLkPtZ4v0p7YLFw